segunda-feira, março 23, 2009

Violência nas Escolas

Não tenho filhos, e muito menos em idade escolar, mas há pouco tempo aconteceu ao filho dumas pessoas que me são próximas...o miúdo foi agredido por colegas sem motivo aparente. A este tipo de violencia chama-se Bullying. Tenho este miudo como sendo pacato, amigo do seu amigo, se calhar aquele género de pessoa a quem se apelida de "betinho", o que não é bem visto pelos "Dreads" que o agridem com alguma frequência. O miudo tem medo de ir à escola, medo que lhe façam uma espera. O miudo, que é uma pessoa super inteligente, começa a desligar-se dos estudos, não tem força de vontade. Os pais já foram à escola falar com o director que diz que vai tentar resolver a situação. Vai fazer o quê? suspender o miudo que bateu durante 3 dias? ou mudar de turma o miudo que levou? Não sei, acredito que seja dificil gerir uma escola e muito mais dificil é gerir comportamentos de crianças que são completamente diferentes umas das outras, cada qual com os seus problemas. Começei a pensar nisto com mais afinco, pois é nesta escola que, um dia, os meus filhos irão estudar... e relembro o tempo quando eu andava na escola. Sempre houve miudos rebeldes, mal comportados e mesmo mal educados. Quando acontecia, eram sempre castigados, apanhar o lixo do jardim em todos os entrevalos sob supervisão do professor que o tinha castigado. Não havia vinganças, não havia agressões aos professores...pelo menos não me lembro de alguma vez ter ouvido falar nisso em 17 anos que andei na escola. Agora quando ligamos a TV nas noticias, quando abrimos o jornal, o que se vê: agressões a professores, pais e alunos...é dentadas, murros e pontapés, carros queimados. Até a avó se mete ao barulho e dá dentada a uma professora. Como é que estas coisas acontecem? Devo viver mesmo num mundo à parte...mas o certo é que esta realidade assusta-me...

7 comentários:

Sardanisca cor-de-rosa disse...

Acho que não vives num mundo à parte! A mim também me assusta... No nosso tempo (somos +- da mesma idade) era diferente, os "betinhos" até podiam ser gozados de vez em quando(coisas da idade do armário...), mas nunca eram agredidos. Havia respeito: pelos professores, pelos funcionários e pelos colegas!
A mim assuste (E MUITO) o mundo onde os nossos rebentos irão crescer!

Rosa Santos disse...

Pois é amiga, eu sou um pouco mais velha que tu e infelizmente esta realidade é-me muito familiar. Enquanto andei na escola fui vítima de agressões por diversas vezes e das quais guardo marcas físicas (já para não falar nas psicológicas), vi professores serem agredidos e vinganças requintadas em acção. Vi crianças serem capazes de uma crueldade que pensava não ser possível. Mas nos últimos anos tem vindo a piorar, acho que por os miúdos crescerem sós, sem quem lhes transmita valores e regras essenciais.

Tita disse...

os miudos que agora agredem são filhos dos que agrediram ja no nosso tempo nºao muito distante. é as avós e os pais que agredem agora são tb aquelas crianças que agrediram enquanto frequentaram a escola. o certo é que a nossa sociedade está doentee com tendência apiorar. e eu como funcionária de uma escola tenho medo. mas sei que são situações cada vez mais frequentes, e para isso basta ver os jornais do m~es de março: não há uma única semana onde não haja referencia á violência nas escolas. e o certo é que muitospais de descartam da responsabilidade de serem país e educadores, deixando as crianças ao seu proprio cuidado.

Tita disse...

os miudos que agora agredem são filhos dos que agrediram ja no nosso tempo nºao muito distante. é as avós e os pais que agredem agora são tb aquelas crianças que agrediram enquanto frequentaram a escola. o certo é que a nossa sociedade está doentee com tendência apiorar. e eu como funcionária de uma escola tenho medo. mas sei que são situações cada vez mais frequentes, e para isso basta ver os jornais do m~es de março: não há uma única semana onde não haja referencia á violência nas escolas. e o certo é que muitospais de descartam da responsabilidade de serem país e educadores, deixando as crianças ao seu proprio cuidado.

maria-joão disse...

O tempo que andam a dar nomes pomposos á falta de educação que teimam em apelidar de fenómenos, se dessem uns bons murros em certas mentes que de pais só teem o facto de terem fecundado ou deixado fecundar, talvez eles aprendessem a educar os monstros e criam.
Escepções á parte, Isalinha, mas grande parte da culpa se não quase toda mesmo, é dos educadores que se absteem de educar desde a mais tenra idade.

Anónimo disse...

Deixem-se de "tretas": primeiro a culpa era dos livros de banda desenhada violentos, depois dos filmes violentos e agora dos jogos violentos

A verdade é que as actuais formas de educação estão erradas: "está tudo de pernas para o ar"

Os professores estão hoje impedidos de castigar fisicamente os alunos, mas não só: os próprios pais estão hoje sujeitos a duras penas se o fizerem em muitos países, incluindo em Portugal, por isso começou já a dar-se uma inversão em termos de autoridade que passou dos professores para os alunos e até dos pais para os filhos. Por isso não é de espantar que os professores tenham muita dificuldade em manter a ordem na sala de aula e por vezes nem o consigam, chegando até a ser severamente agredidos por alguns alunos. Começam também a surgir casos de pais que são duramente castigados pelos seus filhos quando não lhes satisfazem os caprichos, o que chega a acontecer em público, tendo sido já mostrado na televisão. Isto prova que os actuais conceitos de educação estão errados e um dia as ideias que agora dominam, de não aplicar quaisquer castigos físicos em quaisquer circunstâncias, terão que mudar. O Governo Português também não os admite por serem condenados pelo ocidente e pela EU, onde as mudanças terão que ocorrer primeiro. O problema nesses países é até mais grave do que por cá, por isso, em breve, deverão chegar à conclusão que alguns castigos físicos terão que ser repostos pelos pais e até pelos professores, sob pena de estarmos a criar cada vez mais pessoas inúteis, que não se adaptarão a cumprir nem ordens, nem horários, nem quaisquer outras regras, e que viverão sempre à custa dos outros porque é mais fácil, até porque foram habituados a fazer sempre apenas o que lhes dá prazer. Na vida real não é assim e como diz o ditado “de pequenino é que se torce o pepino”...
Os castigos físicos eram bem tolerados pelas anteriores gerações de pais e no futuro voltarão a sê-lo porque compreenderão a necessidade de ser dada autoridade aos professores para castigarem os alunos mal comportados para a protecção dos seus filhos que são as primeiras vítimas dos colegas delinquentes. Actualmente as escolas não têm meios de os proteger. Há até um abuso de linguagem ao se apelidar de "crianças" a todos os jovens de menor idade. Até parece que a inteligência e a capacidade de distinguir o bem do mal chega na noite em que completam dezasseis anos. Mas uma “criança” de três anos terá a mesma capacidade de entendimento de uma de uma outra treze? Agora já não temos um vocábulo que as distinga a não ser que continuemos a chamar “bebé” à de três anos, o que também não me parece correcto! Fazendo um esforço para compreender a extensão do termo “criança” a todos os rapazes e raparigas apenas concluo que é apenas para menosprezar o aumento da delinquência e da criminalidade nas camadas jovens, porque sendo praticada por crianças não se lhes dá tanta importância.
Afinal nem tudo é mau porque a maioria das crianças continua bem comportada e não necessita de tareia. Mas só o facto de se saber que o castigo é possível é só por si um desincentivo ao mau comportamento.
É claro que quando apoio os castigos físicos em casa e nas escolas me refiro apenas até cerca dos dez ou doze anos, o que deverá ser suficiente para socializar o aluno, mas, se não for, os jovens em causa deverão ser encaminhados para casas de "correcção" (ou outro nome que julguem mais conveniente) onde, com apoio psicológico, sejam habituados compulsivamente a cumprir regras, como: levantar, comer e deitar a hora certa e tratarem eles próprios das suas necessidades pessoais, aí as actividades de lazer deverão ser permitidas mas canceladas em caso de mau comportamento. Se até isso falhar então deverão ser casos perdidos.

Zé da Burra o Alentejano

Patricia disse...

Infelizmente a violência é uma realidade no nosso país... alunos que batem em alunos, em auxiliares, em professores... ou até nos próprios pais... onde e quando é que isto vai parar?

bjs